
No caminho para cá, numa hiace verde fotossintese de nome Nha Fofa de Porto Moskito,ouvi entretida um funana contangiante, sem duvida, o homem promete à mulher leva-la ao Kalú e Angela, para ela escolher o que quiser,leva-la à Fenicia, para ela escolher o que quiser, leva-la ao Anjos e Mendes (acho eu...) e ela que escolha o que quiser...sortuda ela, isto só pode ser amor.
Olhando à volta nas varias paragens ao longo da estrada já reconheço tantas caras, panelas e alguidares...já reconheço os brincos que tanto adoro nas mulheres que silenciosamente admiro.
Porque gosto tanto dos brincos, perguntas tu.
Fez-me sempre pensar em mulheres fortes, que carregam palha e filhos durante a semana e que ao domingo pedem a Deus que as ajude.
Mulheres fortes que parem,limpam,cozinham, fazem,ajudam e nunca precisam de ti.
De ti, sim.
Personificas todos os homens para mim, neste momento pelos menos.
Não te vou dizer o quanto te amei, tu sabes.
Nem te vou dizer o quanto acreditei pois isso tu também já sabes.
Hoje só desacredito, desacredito em ti.
Tinhas tudo para, mas nunca chegaste a...
Tudo o que queria era com a mesma intensidade com que te dei todo o meu amor, o podesse tomar de volta.
Arranca-lo à força.
Não sou a mulher por quem te apaixonaste, simplesmente porque tive o azar redondo de me apaixonar por ti.
No caminho para cá, na minha hiace verde fotossintese,com promessas de amor dançante aos berros pelas colunas estridentes, pouco a pouco...
pouco a pouco.